A Primeira Ressurreição, o Juízo Final e os Novos Céus e Nova Terra
- Primeira vinda
- Era da igreja
- Grande Tribulação
- Volta de Cristo
- Milênio
- Juízo final
- Estado eterno
A ordem escatológica da vitória sobre a morte (1Co 15.20-24; Ap 20.4-6): a natureza corpórea da primeira ressurreição na Parousia de Cristo, o julgamento do Grande Trono Branco ao término do Milênio (Ap 20.11-15) e a renovação cósmica dos novos céus e nova terra onde Deus habitará para sempre com o Seu povo (Ap 21–22).
Exposição
A Esperança Cristã É a Ressurreição do Corpo e a Redenção da Criação
Diferentemente do dualismo platônico e gnóstico da antiguidade — que via a matéria como intrinsecamente má e imaginava a salvação como uma fuga da alma desencarnada para um além etéreo —, a esperança bíblica é profundamente corpórea e cósmica. Porque o Deus Criador declarou que a criação era "muito boa" (Gn 1.31) e porque o Verbo eterno assumiu a nossa carne e ressuscitou fisicamente dentre os mortos (Lc 24.39; 1Co 15.20), a redenção final não descarta o corpo nem o mundo criado, mas os liberta do cativeiro da corrupção (Rm 8.19-23).
A Primeira Ressurreição (; )
No Pré-Milenismo Histórico, a vitória de Cristo sobre a morte manifesta-se na história em etapas ordenadas (1Co 15.23, grego tagma): 1. Cristo, as primícias: Sua ressurreição no primeiro dia da semana inaugurou a nova criação; 2. *Os que são de Cristo, na Sua vinda (Parousia): é a Primeira Ressurreição (`Ap 20.4-6`), chamada no Novo Testamento de "a ressurreição dos justos" (`Lc 14.14`) e "a ressurreição dentre os mortos" (`ἐξανάστασις τὴν ἐκ νεκρῶν`, `Fp 3.11`; `Lc 20.35`). Nela, os mártires e todos os que dormiram em Jesus recebem corpos espirituais incorruptíveis e imortais (`1Co 15.42-54`) para reinar com Cristo durante os mil anos. 3. O Juízo do Grande Trono Branco (`Ap 20.11-15`):* ao término do Milênio e após a derrota definitiva de Satanás (Ap 20.7-10), os restantes dos mortos comparecem diante do trono supremo de Deus. A morte e o Hades são lançados no (a ), extinguindo para sempre o último inimigo (1Co 15.26).
Novos Céus, Nova Terra e a (Ap 21–22)
A história da redenção começa em um jardim (Gn 2) e consuma-se em uma cidade-jardim: a Nova Jerusalém, que desce do céu da parte de Deus para a terra renovada (Ap 21.1-3; 22.1-5). O adjetivo grego usado por João em Ap 21.1 e 21.5 ("Eis que faço novas todas as coisas") não é neos (algo recém-criado do nada após destruir o anterior), mas kainos — renovado, purificado e transfigurado em qualidade gloriosa (o mesmo termo usado em 2Co 5.17 para o crente como "nova criatura"). No estado eterno, não haverá mais distância entre o céu e a terra: o trono de Deus e do Cordeiro estará na cidade, Seus servos verão a Sua face e reinarão pelos séculos dos séculos.
Quadro comparativo
A posição defendida, Pré-milenismo histórico, vem primeiro. Os contrapontos aparecem como seus próprios defensores os apresentam.
Pré-milenismo histórico
PMH · Posição defendidaCristo volta uma só vez, depois da Grande Tribulação, e reina mil anos na terra antes do estado eterno. Linha de Papias, Justino, Irineu e G. E. Ladd.
Argumento
A ressurreição dos mortos ocorre em duas etapas corpóreas separadas pelos mil anos do reino messiânico (; ). Na Parousia pós-tribulacional de Cristo, acontece a "primeira ressurreição" (anastasis prōtē): os mártires e todos os mortos em Cristo revivem (ezēsan) corporalmente para reinar com Ele sobre a terra, ficando imunes à . Já "os restantes dos mortos" (os ímpios) só revivem ao final dos mil anos, comparecendo perante o () para o juízo segundo as suas obras. Destruído o último inimigo — a morte —, Cristo entrega o Reino consumado ao Pai e inaugura os novos céus e a nova terra (; ), não como aniquilação da matéria, mas como redenção e transfiguração gloriosa da criação, tendo a como tabernáculo eterno de Deus com os homens.
Objeções das outras visões
Passagens como , e falam da ressurreição de justos e injustos numa mesma "hora" ou declaração, o que levaria amilenistas e pós-milenistas a defenderem uma única ressurreição geral simultânea. Por sua vez, pré-tribulacionistas objetam que a primeira ressurreição precisaria ser subdividida entre o arrebatamento antes da tribulação e a ressurreição dos mártires sete anos depois.
Resposta
Assim como os profetas do Antigo Testamento uniam em uma única visão a primeira e a segunda vinda de Cristo (; ), textos sumários como afirmam a certeza de ambas as ressurreições, enquanto a revelação progressiva em ("cada um por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda; e, então, virá o fim") e explicita o intervalo milenar entre a "ressurreição dentre os mortos" (ek nekrōn, ; — exclusiva dos justos) e a ressurreição dos demais mortos. E contra a subdivisão pré-tribulacionista, chama a ressurreição pós-tribulacional de "a primeira ressurreição", excluindo qualquer ressurreição geral sete anos antes.
Pré-milenismo dispensacionalista
PMDArrebatamento da igreja antes da tribulação, distinção forte entre Israel e igreja e reino milenar na terra.
Argumento desta visão
A "primeira ressurreição" (a ressurreição para a vida) compreende múltiplos estágios: Cristo como as primícias (), os santos da Igreja ressuscitados no arrebatamento pré-tribulacional () e, sete anos depois, ao fim da Grande Tribulação, os santos do Antigo Testamento () e os mártires da tribulação (). Durante o Milênio, os santos glorificados reinam com Cristo, e ao término dos mil anos ocorre a segunda ressurreição (dos ímpios) diante do (), seguida pelos .
Objeções do pré-milenismo histórico
Chamar de "primeira ressurreição" um evento em que, no esquema pré-tribulacionista, seria na verdade a segunda ressurreição dos santos (sete anos após a da Igreja) contradiz o sentido numérico ordinário do texto de João.
Réplica PMD
O termo "primeira ressurreição" designa a categoria qualitativa de todos os que ressuscitam para a vida antes do Milênio, em oposição à ressurreição para a condenação após o Milênio.
Amilenismo
AMIOs mil anos simbolizam o reinado atual de Cristo; não há reino milenar terreno futuro.
Argumento desta visão
Em , a "primeira ressurreição" refere-se ao novo nascimento espiritual do crente com Cristo (; ; ) ou à entrada das almas dos mártires no estado intermediário celestial para reinar com Cristo durante a era da Igreja. A ressurreição corpórea acontecerá em um único ato universal na Segunda Vinda de Cristo ("no último dia", ; 5.28-29), ocasião em que todos os mortos — justos e ímpios — serão ressuscitados simultaneamente para o Juízo Final do (; ), entrando-se imediatamente nos .
Objeções do pré-milenismo histórico
O verbo grego ezēsan ("viveram / tornaram a viver") é usado duas vezes seguidas em com a mesma estrutura: para os mártires decapitados no v. 4 e para "os restantes dos mortos" no v. 5. Como a segunda ocorrência refere-se inquestionavelmente à ressurreição física do corpo, atribuir sentido meramente espiritual à primeira ocorrência na mesma frase viola a coerência léxica (como apontou Alford).
Réplica AMI
O próprio João contrasta em uma primeira ressurreição espiritual no presente ("quem ouve a minha palavra... passou da morte para a vida", v. 24-25) com a ressurreição física futura nos túmulos (v. 28-29).
Pós-milenismo
POSO evangelho cristianiza o mundo num longo período de paz, e Cristo volta depois dele.
Argumento desta visão
A "primeira ressurreição" de representa o grande reavivamento espiritual da causa dos mártires e o triunfo mundial do Evangelho na era milenar antes da volta de Cristo. Quando Cristo retornar visivelmente no fim da história, ocorrerão simultaneamente a ressurreição corpórea geral de justos e injustos, o Juízo Final e a renovação plena da criação nos .
Objeções do pré-milenismo histórico
Em , os que revivem são especificamente aqueles que "foram degolados por causa do testemunho de Jesus" e "não adoraram a besta", apontando para a vindicação corpórea pessoal dos mártires após a queda da besta (), e não apenas para um reavivamento institucional.
Réplica POS
Assim como a vinda de Elias se cumpriu no espírito e poder de João Batista, os mártires revivem historicamente numa Igreja vitoriosa antes da ressurreição física universal no último dia.
Preterismo
PREA maior parte das profecias do fim se cumpriu no primeiro século, sobretudo na queda de Jerusalém em 70 d.C.
Argumento desta visão
No preterismo parcial (ortodoxo), a vindicação dos mártires da antiga aliança iniciou-se com o juízo sobre a Jerusalém perseguidora em 70 d.C., mas a ressurreição corpórea final (1Co 15) e o Juízo Final ainda aguardam o fim da história. Já o hiperpreterismo (rejeitado pelos credos ecumênicos da Igreja) alega que toda ressurreição e juízo se esgotaram espiritualmente em 70 d.C.
Objeções do pré-milenismo histórico
Paulo condena expressamente como heresia que corrói a fé a alegação de Himeneu e Fileto de que "a ressurreição já se realizou" (), reafirmando que a ressurreição escatológica envolve a redenção física do nosso corpo mortal à semelhança do corpo glorioso de Cristo (; ).
Réplica PRE
O preterismo parcial concorda integralmente com os credos históricos quanto à ressurreição física futura da carne no encerramento da história humana.
Visualizações, mapas e glossário
Todos os gráficosTermos do glossário neste tema
Glossário completo →Segunda Morte
A condenação final e separação irrevogável de Deus no Lago de Fogo e Enxofre após o Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.14-15; Ap 21.8). Os que participam da primeira ressurreição sobre eles a segunda morte não tem poder.
Grande Trono Branco
O tribunal supremo de Deus onde todos os ímpios mortos de todas as eras são ressuscitados e julgados segundo as suas obras registradas nos livros, sendo lançados no lago de fogo os que não forem achados no Livro da Vida (Ap 20.11-15).
Novos Céus e Nova Terra
O estado eterno perfeito da criação redimida e libertada da corrupção, onde Deus habitará para sempre face a face com os homens e não haverá mais morte, pranto, luto ou dor (Ap 21–22; Is 65.17; Rm 8.19-22).
Nova Jerusalém
A cidade celestial, noiva do Cordeiro, santa e reluzente como pedra de jaspe cristalina, que desce do céu da parte de Deus para a terra renovada (Ap 21.2, 9-27).
Lago de Fogo
O Geena final de punição eterna preparado para o Diabo e seus anjos, onde serão lançados a besta, o falso profeta e todos cujos nomes não estiverem inscritos no Livro da Vida (Mt 25.41; Ap 20.10, 15).
Textos-prova
As palavras sublinhadas levam ao hebraico ou ao grego: toque nelas para ver o lema, a transliteração e a nota sobre o trecho.
1Co 15.20-24
Ler 1 Coríntios 15 completo (KJV)A sequência ordenada da ressurreição escatológica: Cristo como as primícias, os que são de Cristo na Sua Parousia e, depois, o fim, quando Ele houver destruído todo domínio e a própria morte.
20But now is Christ risen from the dead, and become the of them that slept.
21For since by man came death, by man came also the of the dead.
22For as in Adam all die, even so in Christ shall all be made alive.
23But every man in his own : Christ the ; afterward they that are Christ’s at his coming.
24Then cometh the end, when he shall have delivered up the kingdom to God, even the Father; when he shall have put down all rule and all authority and power.
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Como cada posição lê 1Co 15.20-24
- PMH
Os advérbios sequenciais gregos (epeita... eita) delineiam três etapas: a ressurreição de Cristo, a ressurreição dos santos na Sua Parousia e, após o reinado messiânico em que Ele submete todos os inimigos (v. 25), o fim.
- AMI
Entende que "então virá o fim" (v. 24) sucede imediatamente a Parousia do v. 23, sendo o reinado de Cristo do v. 25 a presente era da Igreja.
Ap 20.4-6
Ler Apocalipse 20 completo (KJV)A bem-aventurança dos que têm parte na primeira ressurreição: sobre eles a segunda morte não tem autoridade, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele mil anos.
4And I saw thrones, and they sat upon them, and judgment was given unto them: and I saw the souls of them that were beheaded for the witness of Jesus, and for the word of God, and which had not worshipped the beast, neither his image, neither had received his mark upon their foreheads, or in their hands; and they and reigned with Christ a thousand years.
5But the rest of the dead not again until the thousand years were finished. This is the first .
6Blessed and holy is he that hath part in the first : on such the second death hath no power, but they shall be priests of God and of Christ, and shall reign with him a thousand years.
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Como cada posição lê Ap 20.4-6
- PMH
Afirma duas ressurreições físicas separadas por mil anos: a primeira (dos santos e mártires) na volta de Cristo, e a segunda (dos demais mortos) ao término do Milênio.
- AMI
Vê na primeira ressurreição a regeneração espiritual ou a entronização celestial das almas dos mártires, e no v. 5 a ressurreição física geral.
Ap 20.11-15
Ler Apocalipse 20 completo (KJV)O Juízo Final perante o Grande Trono Branco: os mortos são julgados segundo as suas obras registradas nos livros, a morte e o Hades são aniquilados e a segunda morte é consumada no lago de fogo.
11And I saw a great white , and him that sat on it, from whose face the earth and the heaven fled away; and there was found no place for them.
12And I saw the dead, small and great, stand before God; and the were opened: and another book was opened, which is the book of life: and the dead were judged out of those things which were written in the , according to their works.
13And the sea gave up the dead which were in it; and death and hell delivered up the dead which were in them: and they were judged every man according to their works.
14And death and hell were cast into the lake of fire. This is the second death.
15And whosoever was not found written in the book of life was cast into the lake of fire.
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Como cada posição lê Ap 20.11-15
- PMH
Ocorre após o Milênio e a derrota final de Satanás (v. 7-10), julgando os mortos que não participaram da primeira ressurreição e extinguindo para sempre a morte e o Hades.
- AMI
O Juízo Final universal de justos e ímpios imediatamente na Parousia de Cristo (paralelo a Mt 25.31-46).
Ap 21.1-5
Ler Apocalipse 21 completo (KJV)A consumação eterna: o novo céu e a nova terra, a descida da Nova Jerusalém, a habitação plena de Deus com a humanidade redimida e o fim definitivo da morte, do pranto e da dor.
1And I saw a heaven and a earth: for the first heaven and the first earth were passed away; and there was no more sea.
2And I John saw the holy city, Jerusalem, coming down from God out of heaven, prepared as a bride adorned for her husband.
3And I heard a great voice out of heaven saying, Behold, the of God is with men, and he will dwell with them, and they shall be his people, and God himself shall be with them, and be their God.
4And God shall wipe away all tears from their eyes; and there shall be no more death, neither sorrow, nor crying, neither shall there be any more pain: for the former things are passed away.
5And he that sat upon the throne said, Behold, I make all things . And he said unto me, Write: for these words are true and faithful.
Escolha uma palavra-chave para abrir o verbete aqui.
Como cada posição lê Ap 21.1-5
- PMH
O estado eterno perfeito que sucede o Reino Milenar e o Juízo Final, quando o céu e a terra são unidos na Nova Jerusalém sobre a criação redimida.
- AMI
A criação renovada inaugurada imediatamente após a Segunda Vinda e o Juízo Final.
Testemunho das fontes
Ordenadas cronologicamente dos Pais da Igreja aos autores modernos, sempre com obra e página confirmadas.
Paulo usa uma frase em Filipenses que significa literalmente “ressurreição para fora dos mortos” (3:11), indicando que os restantes dos mortos não ressurgirão até depois (cf. Ap 20:6). Desta maneira a maldição pronunciada por Deus contra o primeiro casal e a terra em que eles habitavam (Gn 3:17) será retirada.”
À única passagem que localiza de forma explícita a primeira ressurreição é a profecia de Apocalipse 20, e essa é também a única passagem que descreve a ressurreição dos mártires, No capítulo 19, Cristo vem em um cavalo branco como um conquistador vitorioso para destruir o anticristo e punir os reis que o apoiam. Depois da batalha de Armagedom acontece a ressurreição.”
Irá acontecer a segunda ressurreição e o juízo final do grande Trono Branco. Alguns serão convidados para entrar no Reino dos Céus eternamente, enquanto outros serão condenados e lançados eternamente no lago de fogo.”
Novamente, como em toda parte, o julgamento em si não é a última palavra. Assim, o livro conclui com “um novo céu e uma nova terra” (21:1-8), e uma “nova Jerusalém” (21:2, 9-26), que evolui para um Éden restaurado”
Mas amilenistas e pós-milenistas distinguem as duas ressurreições em Ap 20.4-6 com base em sua natureza, pois afirmam que a primeira ressurreição é de natureza espiritual (v.4), enquanto que a segunda é de natureza física ou corpórea (v.5).”
Devocional, oração e aplicação
Vivendo Hoje como Cidadãos da Nova Criação
Quatro Implicações Práticas da Ressurreição e dos Novos Céus e Nova Terra
1. Honrar o Corpo como Templo do Espírito Destinado à Ressurreição (`1Co 6.13-20`): - Porque Deus ressuscitará o nosso próprio corpo na Parousia, rejeitamos tanto o desprezo ascético pela saúde física quanto a imoralidade que usa o corpo para o pecado. Glorifique a Deus no seu corpo com pureza, temperança e gratidão.
2. Perseverar no Trabalho e na Vocação Sabendo que Nada no Senhor É Vão (`1Co 15.58`): - A continuidade entre a ressurreição de Cristo e a renovação da criação significa que cada gesto de justiça, misericórdia, ensino bíblico e cuidado com o próximo tem valor eterno diante de Deus.
3. Viver Diante da Realidade Solene do Juízo Final (`Ap 20.11-15`; `2Co 5.10-11`): - A certeza do Grande Trono Branco nos guarda da vingança pessoal — pois entregamos toda causa ao Justo Juiz (Rm 12.19) — e acende em nós compaixão urgente para anunciar o Livro da Vida do Cordeiro aos que ainda estão perdidos.
4. Enfrentar a Doença, a Velhice e a Morte sem Desespero (`2Co 4.16-18`): - Mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, o interior se renova de dia em dia, pois a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente.
Ele Enxugará dos Olhos Toda Lágrima
Meditação em e 1Coríntios 15.54-58
Em nossa caminhada terrena, convivemos diariamente com as marcas da Queda: a fragilidade do corpo, o luto pela partida de entes queridos, as dores da injustiça e o cansaço da luta contra o pecado. Muitas vezes, o coração humano pergunta se todo esse clamor será esquecido na imensidão da história. A resposta de Deus em Ap 21.3-5 é uma das páginas mais ternas e majestosas de toda a Bíblia: no fim, Deus não apenas nos dará um novo lar, mas Ele mesmo habitará conosco e, com Suas próprias mãos, enxugará dos nossos olhos toda lágrima.
Observe que a promessa da ressurreição corpórea (1Co 15.20-23; Ap 20.4-6) e dos novos céus e nova terra (Ap 21.1) dignifica profundamente cada ato de amor, fidelidade e serviço feito hoje em nome de Jesus. Se o mundo material fosse apenas descartado e nossas vidas reduzidas a sombras desencarnadas, aquilo que sofremos e construímos no corpo perderia o sentido. Mas porque o Cordeiro ressuscitou em carne e osso e prometeu: "Eis que faço novas todas as coisas" (Ap 21.5), Paulo pode concluir seu grande capítulo da ressurreição com um chamado vibrante (1Co 15.58): sejamos firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o nosso trabalho jamais é vão!
Pergunta para reflexão: Qual lágrima ou cansaço do seu presente você pode entregar hoje nas mãos Daquele que prometeu fazer novas todas as coisas e enxugar todo pranto no Seu Reino eterno?
A Cidade Brilhante Onde Nunca Mais Haverá Choro
O Lar Novo que Jesus Preparou
Você já machucou o joelho brincando e chorou até o papai ou a mamãe limpar as suas lágrimas e dar um abraço bem apertado?
A Bíblia nos conta nos últimos capítulos (Ap 21.1-5) que, depois que Jesus voltar e acabar com toda a maldade, Ele vai deixar o mundo inteiro novinho em folha: serão os Novos Céus e a Nova Terra! E lá do céu vai descer uma cidade linda e brilhante como pedras preciosas, chamada Nova Jerusalém.
Nessa cidade maravilhosa, nunca vai ficar escuro, ninguém vai ficar doente, ninguém vai se machucar e nunca mais vai existir tristeza! O próprio Deus vai morar pertinho de nós, vai enxugar com carinho cada lágrima dos nossos olhos e vai dizer: "Vejam! Eu faço novas todas as coisas!" (Ap 21.4-5).
Pergunta para os pais conversarem com a criança: O que você acha que vai ser mais lindo na cidade nova onde moraremos para sempre com Jesus?
Oração de Esperança na Ressurreição e na Nova Criação
Louvor ao Vencedor da Morte
Pai de misericórdia e Deus de toda consolação, nós Te bendizemos porque em Jesus Cristo, as primícias dos que dormem, Tu tragaste a morte pela vitória e trouxeste à luz a vida e a imortalidade pelo Evangelho. Nós Te louvamos porque o túmulo vazio do nosso Salvador é o penhor seguro da nossa própria ressurreição corpórea na Sua vinda gloriosa.
Consola hoje, ó Senhor, os corações enlutados, os enfermos e todos os que gemem sob o peso da corrupção deste mundo caído. Renova em nós a viva esperança da primeira ressurreição e da descida da Nova Jerusalém, quando não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.
Ensina-nos a viver cada dia com os pés firmes no serviço do Teu Reino e os olhos postos na eternidade, até que vejamos a Tua face e habitemos no Teu tabernáculo para todo o sempre. Por Cristo Jesus, a Ressurreição e a Vida, amém.