Ato sacrílego e profanador no lugar sagrado predito por Daniel (Dn 9.27, 11.31) e confirmado por Jesus (Mt 24.15). Tipificado historicamente por Antíoco IV Epifânio em 168 a.C., terá seu cumprimento escatológico definitivo na usurpação do Anticristo.
Amilenismo
Visão escatológica que interpreta os mil anos de Apocalipse 20 como um período espiritual indefinido que corresponde à Era da Igreja, durante a qual Satanás está atado no que tange a enganar as nações para impedir o Evangelho. O Reino é presente no céu e no coração dos crentes até a ressurreição geral simultânea.
Personagem escatológico maligno capacitado por Satanás que se levantará no tempo do fim para enganar as nações, exigir adoração divina e perseguir a Igreja antes de ser fulminado pelo sopro da boca de Cristo (2Ts 2.3-10; 1Jo 2.18; Ap 13).
Apokalupsis
Termo grego (ἀποκάλυψις) que significa revelação, remoção do véu ou desvelamento. Dá nome ao último livro da Bíblia e aponta para a manifestação gloriosa e evidente de Cristo na consumação.
Arrebatamento
A reunião gloriosa dos crentes vivos e dos santos ressuscitados nas nuvens ao encontro do Senhor no ar (1Ts 4.16-17; 1Co 15.51-52). No Pré-Milenismo Histórico, o arrebatamento coincide com a Parousia na consumação da Grande Tribulação.
Chiliasmo
Palavra de raiz grega (χίλιοι, mil) historicamente sinônima de Pré-milenismo. O ensino patrístico sobre a bênção física da terra renovada e a ressurreição dos justos antes do juízo dos ímpios.
Dia do Senhor
Conceito profético veterotestamentário e neotestamentário que marca a intervenção decisiva, gloriosa e temível de Deus na história para julgar Seus inimigos e salvar Seu povo remanescente.
Termo grego (ἐπιφάνεια) que significa aparição brilhante ou manifestação luminosa. Refere-se ao esplendor fulgurante da vinda de Cristo que destruirá o Anticristo (2Ts 2.8).
O poder religioso apóstata que opera grandes sinais e prodígios na presença da primeira besta, obrigando os habitantes da terra a adorar a imagem da besta e receber a sua marca (Ap 13.11-18; Ap 19.20).
Gog e Magog
Aliança de nações rebeldes que atacam o povo de Deus. Mencionada em Ezequiel 38–39 e retomada em Apocalipse 20.7-9 na rebelião final ao término do milênio quando Satanás é solto da prisão.
Grande Tribulação
Período sem paralelo de angústia e aflição mundial que precede a Segunda Vinda de Cristo, caracterizado pela manifestação e tirania do Anticristo e pela perseguição contra os santos de Deus (Mt 24.21, Dn 12.1).
O tribunal supremo de Deus onde todos os ímpios mortos de todas as eras são ressuscitados e julgados segundo as suas obras registradas nos livros, sendo lançados no lago de fogo os que não forem achados no Livro da Vida (Ap 20.11-15).
O Geena final de punição eterna preparado para o Diabo e seus anjos, onde serão lançados a besta, o falso profeta e todos cujos nomes não estiverem inscritos no Livro da Vida (Mt 25.41; Ap 20.10, 15).
O reinado messiânico de mil anos profetizado em Apocalipse 20.1-6 e aludido em Isaías 65 e Salmo 72, durante o qual Cristo reinará com Seus santos sobre as nações na terra em paz e justiça.
A cidade celestial, noiva do Cordeiro, santa e reluzente como pedra de jaspe cristalina, que desce do céu da parte de Deus para a terra renovada (Ap 21.2, 9-27).
O estado eterno perfeito da criação redimida e libertada da corrupção, onde Deus habitará para sempre face a face com os homens e não haverá mais morte, pranto, luto ou dor (Ap 21–22; Is 65.17; Rm 8.19-22).
Termo grego (παρουσία) que significa presença física, vinda ou chegada solene. No Novo Testamento, descreve a Segunda Vinda visível, pessoal e triunfante de Jesus Cristo à terra para julgar os ímpios e glorificar a Igreja.
Pós-Milenismo
Visão escatológica otimista que sustenta que a pregação do Evangelho e o discipulado das nações trarão uma era de paz, justiça e prosperidade cristã no mundo (o milênio figurativo), após a qual Cristo retornará para o Juízo Final.
Pós-Tribulacionismo
Doutrina que ensina que a Igreja de Cristo passará pelas provações e perseguições da Grande Tribulação final sob a proteção espiritual de Deus, e que o arrebatamento e ressurreição ocorrem conjuntamente na Parousia pós-tribulacional.
Pré-Milenismo Dispensacionalista
Sistema formulado no século XIX (J. N. Darby) que ensina um arrebatamento secreto da Igreja antes de uma Tribulação de 7 anos (pré-tribulacionismo), seguido pela volta pública de Cristo para restaurar um reino milenar de cunho judaico com sacerdócio e templo reconstruído.
Posição escatológica clássica da Igreja Primitiva (Papias, Justino Mártir, Irineu) que ensina que a Segunda Vinda de Cristo é um evento único e visível após a Grande Tribulação (pós-tribulacionismo), momento no qual a Igreja é arrebatada e Cristo instaura o Milênio literal na terra.
Preterismo
Abordagem hermenêutica que compreende que a grande maioria das profecias de Daniel, do Sermão Profético (Mt 24) e do Apocalipse se cumpriu no primeiro século d.C., especificamente na destruição de Jerusalém e do Templo pelos romanos em 70 d.C.
A ressurreição corpórea para a vida e glória dos crentes fiéis e mártires que ocorre por ocasião da Segunda Vinda de Cristo (Ap 20.4-6; 1Co 15.23), que os qualifies para reinar com Cristo.
Princípio hermenêutico que afirma que os ciclos de visões do Apocalipse (selos, trombetas e taças) não são cronologicamente sequenciais de forma pura, mas representam a mesma história a partir de perspectivas teológicas e intensidades progressivas.
A condenação final e separação irrevogável de Deus no Lago de Fogo e Enxofre após o Juízo do Grande Trono Branco (Ap 20.14-15; Ap 21.8). Os que participam da primeira ressurreição sobre eles a segunda morte não tem poder.