O milênio
- Primeira vinda
- Era da igreja
- Grande Tribulação
- Volta de Cristo
- Milênio
- Juízo final
- Estado eterno
Os mil anos de Apocalipse 20 são um reinado de Cristo na terra depois da sua volta, um retrato simbólico da era da igreja ou uma era de ouro do evangelho antes da vinda? Este tema compara as quatro leituras clássicas (pré-milenismo histórico, amilenismo, pré-milenismo dispensacionalista e pós-milenismo) a partir dos textos que cada uma usa, e mostra por que o pré-milenismo histórico, a esperança de Papias, Justino e Irineu, lê Ap 20 com mais naturalidade.
Exposição
Por que falar do
Em Apocalipse 20, João vê um anjo prender Satanás no abismo, vê tronos e os que "viveram e reinaram com Cristo mil anos", e chama isso de "a ". Depois dos mil anos, Satanás é solto por pouco tempo, as nações se rebelam, o diabo é lançado no lago de fogo e os mortos são julgados diante de um grande trono branco.
Poucas passagens dividiram tanto os cristãos. Todos os que leem Ap 20 como Escritura inspirada esperam a volta pessoal e gloriosa de Cristo, a ressurreição dos mortos, o juízo e a nova criação. A diferença está em quando e onde ficam os mil anos:
- Pré-milenismo histórico: Cristo volta antes dos mil anos e reina com os santos ressuscitados na terra.
- Amilenismo: os mil anos são um símbolo da era presente; Cristo reina agora, do céu, e volta no fim dela.
- Pré-milenismo dispensacionalista: Cristo volta antes dos mil anos, mas o reino é sobretudo o cumprimento das promessas nacionais a Israel, com a igreja arrebatada sete anos antes.
- Pós-milenismo: o evangelho conquista as nações numa longa era de bênção, e Cristo volta depois dela.
Este site defende o pré-milenismo histórico: a esperança da igreja do século II, de Papias, Justino e Irineu, retomada no século XX por George Ladd. A seguir, cada posição aparece com o seu argumento mais forte, as objeções que recebe e a sua resposta. Os textos-prova mostram como cada uma lê as passagens decisivas, e a linha do tempo mostra a ordem dos acontecimentos em cada visão.
Conclusão: o Reino que vem com o Rei
Lido na ordem em que João o escreveu, Apocalipse 20 continua a visão de Ap 19. Cristo vem como guerreiro e rei, a besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo, Satanás é preso, os mortos em Cristo ressuscitam e reinam com ele, e só depois vêm a última rebelião, o juízo e a nova criação. As duas ressurreições usam o mesmo verbo e a mesma palavra, e a leitura mais simples é que as duas são do corpo, separadas por mil anos.
Essa leitura não depende só de um capítulo. Ela dá forma ao que Daniel viu (o reino dado aos santos "debaixo de todo o céu"), ao que Isaías anunciou (uma terra renovada em que a morte ainda não desapareceu de todo) e ao que Paulo ensinou (Cristo reina até vencer o último inimigo, a morte). Foi assim que a igreja mais próxima dos apóstolos entendeu a esperança cristã.
Os irmãos que leem o de outra forma também esperam a volta de Cristo, a ressurreição e o juízo, e a diferença não separa a ortodoxia da heresia. Mas a pergunta não é indiferente: ela decide se a criação será restaurada na própria história antes do estado eterno, e se o sofrimento dos que não adoraram a besta terá a resposta que promete, reinar com Cristo na terra que os perseguiu.
Para refletir
- Que diferença faz para a sua esperança saber que Cristo vai reinar visivelmente sobre esta terra, e não só sobre as almas no céu?
- Como a promessa de reinar com Cristo (; ) muda a forma de encarar a fidelidade e o sofrimento hoje?
Quadro comparativo
A posição defendida, Pré-milenismo histórico, vem primeiro. Os contrapontos aparecem como seus próprios defensores os apresentam.
Pré-milenismo histórico
Posição defendidaCristo volta uma só vez, depois da Grande Tribulação, e reina mil anos na terra antes do estado eterno. Linha de Papias, Justino, Irineu e G. E. Ladd.
Argumento
Cristo volta uma única vez, de forma visível, depois da grande tribulação (). Em seguida Satanás é preso e lançado no abismo para não enganar mais as nações (), os justos ressuscitam e reinam com Cristo por mil anos (), e só depois vêm a soltura final de Satanás, o juízo diante do grande trono branco e os novos céus e a nova terra (.1). Três argumentos sustentam essa leitura: 1. **A ordem da narrativa.** Ap 20 continua a visão de Ap 19: a besta e o falso profeta já foram lançados no lago de fogo (19.20), e o diabo vai se juntar a eles depois dos mil anos (20.10). O reinado vem depois da vinda, não antes. 2. **Duas ressurreições do mesmo tipo.** No v. 4 os justos "viveram" (ezēsan) e reinaram; no v. 5 o resto dos mortos não "viveu" até o fim dos mil anos, e João chama a primeira de "a " (anastasis). Se o verbo é físico no v. 5, deve ser físico no v. 4. Paulo segue a mesma ordem em : Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo na sua vinda; e então o fim. 3. **As promessas do Reino na terra.** Os santos recebem o reino debaixo de todo o céu (), a terra conhece uma vida longa e farta em que a morte ainda existe (), e Cristo reina até pôr todos os inimigos debaixo dos pés (). O é o tempo em que essas promessas se cumprem na história, antes do estado eterno. Essa foi a esperança da igreja do século II: Papias, ouvinte de João, Justino e Irineu esperavam um reino de mil anos na terra depois da volta de Cristo. No século XX, G. E. Ladd a defendeu sem o sistema dispensacionalista, e no Brasil ela é exposta por Leonardo Assis, Russell Shedd e Victor Vieira.
Objeções das outras visões
- **Amilenismo:** o Apocalipse é cíclico, e Ap 20 recapitula toda a era da igreja; a prisão de Satanás aconteceu na cruz (), e a "primeira ressurreição" é a regeneração ou a entrada da alma no céu. Além disso, o NT fala de uma única vinda seguida de uma ressurreição geral e de um juízo (). - **Pós-milenismo:** os mil anos são uma era de ouro em que o evangelho conquista as nações antes da volta de Cristo (; ). - **Pré-milenismo dispensacionalista:** concorda com o milênio terreno, mas o separa da igreja: o reino seria sobretudo o cumprimento das promessas a Israel, com a igreja arrebatada antes da tribulação. - **Objeção geral:** só um texto, num livro de visões simbólicas, fala de mil anos.
Resposta
- **Contra a recapitulação:** diz que o diabo é lançado onde a besta e o falso profeta já estão. A sequência de 19.20 para 20.10 é narrativa, não um recomeço. - **Contra a prisão já cumprida:** o NT descreve Satanás hoje como leão que ronda () e deus deste século que cega os incrédulos (). diz que ele foi selado para não enganar mais as nações, o que não descreve a era presente. - **Contra a ressurreição espiritual:** o mesmo verbo nos v. 4 e 5 não pode mudar de sentido dentro da mesma frase. "Ressurreição" (anastasis) no NT é quase sempre ressurreição do corpo. - **Contra a ressurreição geral:** fala de uma "hora" em que acontecem dois tipos de ressurreição, assim como usa "hora" para toda a era presente. Ap 20 detalha o intervalo que outros textos deixam implícito, e já mostra uma ordem em etapas. - **Contra o pós-milenismo:** o NT espera apostasia e tribulação antes da vinda (; ), não a cristianização do mundo. - **Contra o dispensacionalismo:** a esperança da igreja é a ressurreição na vinda de Cristo depois da tribulação (; ); igreja e Israel restaurado compartilham o mesmo reino messiânico, sem dois povos com destinos separados. - **Sobre "um só texto":** o milênio não nasce só de Ap 20. Ele dá nome e duração a um reino que os profetas já esperavam na terra (Dn 7; Is 65), e um texto claro basta quando não contradiz os outros.
Amilenismo
Os mil anos simbolizam o reinado atual de Cristo; não há reino milenar terreno futuro.
Argumento desta visão
O não é um reino futuro na terra: é o reinado presente de Cristo, desde a sua ressurreição e exaltação até a sua volta. O Apocalipse não é uma sequência cronológica, mas uma série de visões paralelas que percorrem a mesma era de ângulos diferentes (recapitulação), e Ap 20 recomeça no início da era da igreja. - **A prisão de Satanás** aconteceu quando Cristo venceu o "homem forte" (), expulsou o príncipe deste mundo () e despojou os poderes na cruz (). Satanás continua ativo, mas não pode mais impedir que o evangelho alcance as nações. - **Os mil anos** são um número simbólico (10 × 10 × 10) para um tempo completo e determinado por Deus, como os demais números do livro. - **A ** é espiritual: a regeneração do crente (; ) ou a entrada da alma do mártir na presença de Cristo, onde ela reina com ele (os "tronos" e as "almas" do v. 4 estão no céu). A segunda ressurreição é a do corpo, no fim. - **Uma só vinda, uma só ressurreição, um só juízo:** o NT liga a volta de Cristo à ressurreição de justos e ímpios (; ), ao juízo de todos () e aos novos céus e nova terra (), sem um reino intermediário. É a posição de Agostinho e da maior parte da tradição reformada, sustentada no século XX por autores como Louis Berkhof, Anthony Hoekema e G. K. Beale.
Objeções do pré-milenismo histórico
- A recapitulação não explica : o diabo é lançado no lago onde a besta e o falso profeta "já estão" (19.20), o que pressupõe a sequência de Ap 19 para Ap 20. - O NT descreve Satanás hoje como muito ativo (; ; ). não fala de uma restrição parcial, mas de um selo no abismo para que ele não engane mais as nações. - Ler "viveram" como espiritual no v. 4 e como físico no v. 5 muda o sentido do mesmo verbo dentro da mesma passagem. - A igreja dos primeiros séculos (Papias, Justino, Irineu) esperava um reino terreno depois da vinda; a leitura espiritual só predomina a partir de Agostinho.
Réplica: Amilenismo
Os amilenistas respondem que o Apocalipse muda de quadro sem avisar e que ("vi descer do céu um anjo") abre uma nova visão, como em 12.1. A prisão de Satanás é restrita a um propósito: impedir que ele engane as nações a ponto de barrar o evangelho, o que é compatível com a sua atividade em outras áreas. Os dois usos de "viver" podem diferir, porque João mesmo distingue a "primeira" ressurreição da "segunda morte", que não é física. Quanto aos Pais, nem todos eram quiliastas: vários não mencionam o milênio, e a igreja do século IV considerou a esperança terrena excessivamente literal.
Pré-milenismo dispensacionalista
Arrebatamento da igreja antes da tribulação, distinção forte entre Israel e igreja e reino milenar na terra.
Argumento desta visão
O é um reino literal de mil anos de Cristo na terra, a partir de Jerusalém, depois da sua volta em glória. Ele cumpre ao pé da letra as promessas feitas a Israel: a terra (), o trono de Davi () e a restauração nacional (Ez 36–37; ). - **Hermenêutica literal e consistente:** as profecias sobre Israel devem ser cumpridas para Israel, e não transferidas para a igreja. - **Distinção entre Israel e a igreja:** a igreja é um povo celestial formado entre a rejeição do Messias e a restauração de Israel. Ela é arrebatada antes da tribulação (; ), e a septuagésima semana de Daniel () volta a tratar com Israel. - **Sequência:** arrebatamento, sete anos de tribulação, volta de Cristo com os santos (Ap 19), prisão de Satanás, milênio com Israel restaurado e as nações em paz (; ), revolta final e juízo do grande trono branco. É a leitura de J. N. Darby, da Bíblia de Scofield, de L. S. Chafer, J. F. Walvoord, Charles Ryrie e, no campo progressivo, de Darrell Bock e Craig Blaising. É também a mais conhecida no evangelicalismo brasileiro.
Objeções do pré-milenismo histórico
- O NT não mostra a igreja arrebatada antes da tribulação: a reunião dos eleitos acontece "depois da tribulação daqueles dias" (), e o arrebatamento de 1Ts 4 é o encontro com o Senhor na sua vinda pública. - A separação entre um povo celestial e um povo terreno não aparece no NT: em Cristo, judeus e gentios formam um só novo homem (), enxertados na mesma oliveira (). - coloca na os que não adoraram a besta, isto é, santos que passaram pela tribulação, e não fala de outro grupo já ressuscitado sete anos antes. - A escola surge no século XIX; o pré-milenismo dos primeiros séculos era pós-tribulacionista.
Réplica: Pré-milenismo dispensacionalista
Os dispensacionalistas respondem que Mt 24 se dirige a Israel e que os "eleitos" ali são os judeus da tribulação. A igreja recebe promessa de livramento da hora da provação () e da ira vindoura (; 5.9), o que exige sua remoção antes da septuagésima semana. A unidade de judeus e gentios na igreja não anula as promessas nacionais irrevogáveis a Israel (). A novidade histórica do sistema não o invalida: ele seria a recuperação de uma leitura literal coerente, e os Pais já esperavam o reino terreno.
Pós-milenismo
O evangelho cristianiza o mundo num longo período de paz, e Cristo volta depois dele.
Argumento desta visão
Cristo volta depois do . Os mil anos são uma era longa (não necessariamente literal) de prosperidade espiritual, em que o evangelho, pela pregação e pelo poder do Espírito, alcança a grande maioria da humanidade, e as nações passam a viver sob a influência da lei de Cristo, com paz e justiça crescentes. - **A Grande Comissão será cumprida:** Cristo tem toda a autoridade e manda discipular as nações (); o Pai prometeu ao Filho as nações por herança (). - **O Reino cresce gradualmente:** como o grão de mostarda e o fermento (), e como a pedra que se torna um grande monte e enche a terra (). - **Cristo reina agora até vencer:** ele está assentado à direita do Pai até que os inimigos sejam postos debaixo dos seus pés (; ), e a terra se encherá do conhecimento do Senhor (; ). - **Ap 20** retrata a vitória do evangelho na história; no fim haverá um breve período de rebelião, e então a volta de Cristo, a ressurreição geral e o juízo. Foi a posição dominante entre puritanos e no avivamento americano (Jonathan Edwards) e no século XIX (Charles Hodge, B. B. Warfield). Hoje é defendida por Loraine Boettner, Kenneth Gentry e Keith Mathison.
Objeções do pré-milenismo histórico
- O NT espera, antes da vinda, apostasia, tribulação e o homem da iniquidade (, 21; ; ), não um mundo cristianizado. - Em Dn 2 a pedra não permeia a estátua aos poucos: ela a fere e despedaça, e só então se torna um monte. O Reino vem com a destruição dos impérios, não pela sua conversão gradual. - Ap 20 segue a vinda de Cristo em Ap 19 e fala de ressurreição e reinado dos santos com Cristo, não de expansão missionária. - As parábolas do Reino falam também do trigo e do joio crescendo juntos até a colheita ().
Réplica: Pós-milenismo
Os pós-milenistas respondem que boa parte dos sinais de Mt 24 se cumpriu na destruição de Jerusalém em 70 d.C. (), e que a apostasia final de 2Ts 2 e de é breve e vem depois da era de bênção. O crescimento do joio não anula o crescimento do trigo: as duas coisas amadurecem, e o Reino termina maior que tudo. A pedra de Dn 2 já foi posta na primeira vinda, e sua expansão é o avanço do Reino na história. Esperar o fracasso da igreja antes da vinda seria subestimar a autoridade dada a Cristo.
Visualizações, mapas e glossário
Todos os gráficosA Grande Estátua dos Quatro Impérios
A Pedra Cortada sem Mãos
O Reino eterno de Deus. Atinge os pés da estátua, pulveriza os reinos humanos e enche toda a terra como um grande monte.
Leituras Comparadas por Posição Escatológica
Inaugurado na Primeira Vinda de Cristo, o Reino cresce espiritualmente e culmina no Juízo Final e Estado Eterno.
Instalação literal do reino milenar messiânico a partir de Jerusalém após a batalha do Armagedom.
Segunda Vinda catastrófica de Cristo. O impacto nos pés ocorre no fim da história humana, estabelecendo o Milênio visível na terra.
As Quatro Bestas e o Filho do Homem
O Ancião de Dias e o Filho do Homem
A Sala do Trono Celestial (Dn 7.9-14). Tronos postos, livros abertos, a besta morta e o Filho do Homem recebendo domínio eterno.
Interpretações Comparadas
As Sete Igrejas do Apocalipse na Ásia Menor
Éfeso
A igreja do primeiro amor que desvaneceu (Ap 2.1-7). Centro apostólico de Paulo e João na Ásia Menor.
Termos do glossário neste tema
Glossário completo →Parousia
Termo grego (παρουσία) que significa presença física, vinda ou chegada solene. No Novo Testamento, descreve a Segunda Vinda visível, pessoal e triunfante de Jesus Cristo à terra para julgar os ímpios e glorificar a Igreja.
Pré-Milenismo Histórico
Posição escatológica clássica da Igreja Primitiva (Papias, Justino Mártir, Irineu) que ensina que a Segunda Vinda de Cristo é um evento único e visível após a Grande Tribulação (pós-tribulacionismo), momento no qual a Igreja é arrebatada e Cristo instaura o Milênio literal na terra.
Milênio
O reinado messiânico de mil anos profetizado em Apocalipse 20.1-6 e aludido em Isaías 65 e Salmo 72, durante o qual Cristo reinará com Seus santos sobre as nações na terra em paz e justiça.
Primeira Ressurreição
A ressurreição corpórea para a vida e glória dos crentes fiéis e mártires que ocorre por ocasião da Segunda Vinda de Cristo (Ap 20.4-6; 1Co 15.23), que os qualifies para reinar com Cristo.
Textos-prova
As palavras sublinhadas levam ao hebraico ou ao grego: toque nelas para ver o lema, a transliteração e a nota sobre o trecho.
Ap 20.1-6
Ler Apocalipse 20 completo (KJV)O texto central do tema: a prisão de Satanás, os tronos, os que viveram e reinaram com Cristo mil anos e "a primeira ressurreição". A expressão "mil anos" aparece nos v. 2 a 6. A disputa gira em torno de três perguntas: quando Satanás é preso, o que significa "viveram" e se a primeira ressurreição é do corpo.
1And I saw an angel come down from heaven, having the key of the bottomless pit and a great chain in his hand.
2And he laid hold on the dragon, that old serpent, which is the Devil, and Satan, and bound him a thousand years,
3And cast him into the bottomless pit, and shut him up, and set a seal upon him, that he should deceive the nations no more, till the thousand years should be fulfilled: and after that he must be loosed a little season.
4And I saw thrones, and they sat upon them, and judgment was given unto them: and I saw the souls of them that were beheaded for the witness of Jesus, and for the word of God, and which had not worshipped the beast, neither his image, neither had received his mark upon their foreheads, or in their hands; and they lived and reigned with Christ a thousand years.
5But the rest of the dead lived not again until the thousand years were finished. This is the first resurrection.
6Blessed and holy is he that hath part in the first resurrection: on such the second death hath no power, but they shall be priests of God and of Christ, and shall reign with him a thousand years.
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Como cada posição lê Ap 20.1-6
- Pré-milenismo histórico
Continua Ap 19: depois da volta de Cristo, Satanás é preso, os justos ressuscitam corporalmente e reinam com Cristo mil anos na terra. A segunda ressurreição vem no fim desse período.
- Pré-milenismo dispensacionalista
Reino literal de mil anos depois da volta de Cristo, em que se cumprem as promessas nacionais a Israel. Os mártires da tribulação ressuscitam aqui; a igreja já ressuscitou no arrebatamento, antes da tribulação.
- Amilenismo
Recapitula a era da igreja: Satanás foi preso na cruz, os mil anos simbolizam o tempo entre as duas vindas, e a primeira ressurreição é a regeneração ou a alma do fiel reinando com Cristo no céu.
- Pós-milenismo
Retrato da vitória do evangelho na história antes da volta de Cristo: Satanás é impedido de enganar as nações, que se convertem em massa, e os santos reinam espiritualmente.
Ap 20.7-10
Ler Apocalipse 20 completo (KJV)Fim dos mil anos: Satanás é solto, reúne as nações (Gogue e Magogue) contra o acampamento dos santos e a cidade amada, é derrotado por fogo do céu e lançado no lago de fogo, onde já estão a besta e o falso profeta (cf. Ap 19.20).
7And when the thousand years are expired, Satan shall be loosed out of his prison,
8And shall go out to deceive the nations which are in the four quarters of the earth, Gog and Magog, to gather them together to battle: the number of whom is as the sand of the sea.
9And they went up on the breadth of the earth, and compassed the camp of the saints about, and the beloved city: and fire came down from God out of heaven, and devoured them.
10And the devil that deceived them was cast into the lake of fire and brimstone, where the beast and the false prophet are, and shall be tormented day and night for ever and ever.
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Como cada posição lê Ap 20.7-10
- Pré-milenismo histórico
Depois de mil anos de governo de Cristo, a rebelião final prova que o coração humano precisa de nova criação, não só de bom governo. O diabo vai para onde a besta e o falso profeta já estão: sinal de que Ap 20 segue Ap 19.
- Pré-milenismo dispensacionalista
Revolta das nações nascidas durante o milênio, que se submeteram só por fora ao reinado de Cristo em Jerusalém, seguida do juízo final.
- Amilenismo
É a última investida de Satanás contra a igreja pouco antes da volta de Cristo; a mesma batalha final de Ap 16.14-16 e 19.19, vista de outro ângulo.
- Pós-milenismo
Breve apostasia depois da era de ouro do evangelho, encerrada pela volta de Cristo e pelo juízo.
1Co 15.22-26
Ler 1 Coríntios 15 completo (KJV)Paulo descreve a ressurreição "cada um por sua ordem": Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo na sua vinda; então o fim, quando ele entrega o Reino ao Pai. Cristo precisa reinar até pôr todos os inimigos debaixo dos pés, e o último inimigo é a morte.
22For as in Adam all die, even so in Christ shall all be made alive.
23But every man in his own order: Christ the firstfruits; afterward they that are Christ’s at his coming.
24Then cometh the end, when he shall have delivered up the kingdom to God, even the Father; when he shall have put down all rule and all authority and power.
25For he must reign, till he hath put all enemies under his feet.
26The last enemy that shall be destroyed is death.
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Como cada posição lê 1Co 15.22-26
- Pré-milenismo histórico
Três etapas: Cristo ressuscitado, os seus na vinda, depois o fim. Entre a vinda e o fim, Cristo reina até vencer a morte, o que corresponde aos mil anos de Ap 20.
- Pré-milenismo dispensacionalista
A ordem inclui o arrebatamento da igreja, a ressurreição dos santos da tribulação e, depois do milênio, a dos ímpios; o "fim" é a entrega do Reino depois dos mil anos.
- Amilenismo
O reinado de Cristo acontece agora, desde a ascensão; na vinda vem a ressurreição, e o fim acontece logo em seguida, sem um reino intermediário.
- Pós-milenismo
Cristo reina agora e vai submeter as nações pelo evangelho antes da sua vinda; a vinda e o fim coincidem.
Is 65.17-25
Ler Isaías 65 completo (KJV)Deus anuncia novos céus e nova terra e uma Jerusalém de alegria. Mas a mesma passagem fala de alguém que morre com cem anos ainda jovem, de pecadores, de casas construídas e vinhas plantadas, e de dias tão longos como os de uma árvore. A pergunta é como a morte cabe numa nova criação.
17For, behold, I create new heavens and a new earth: and the former shall not be remembered, nor come into mind.
18But be ye glad and rejoice for ever in that which I create: for, behold, I create Jerusalem a rejoicing, and her people a joy.
19And I will rejoice in Jerusalem, and joy in my people: and the voice of weeping shall be no more heard in her, nor the voice of crying.
20There shall be no more thence an infant of days, nor an old man that hath not filled his days: for the child shall die an hundred years old; but the sinner being an hundred years old shall be accursed.
21And they shall build houses, and inhabit them; and they shall plant vineyards, and eat the fruit of them.
22They shall not build, and another inhabit; they shall not plant, and another eat: for as the days of a tree are the days of my people, and mine elect shall long enjoy the work of their hands.
23They shall not labour in vain, nor bring forth for trouble; for they are the seed of the blessed of the LORD, and their offspring with them.
24And it shall come to pass, that before they call, I will answer; and while they are yet speaking, I will hear.
25The wolf and the lamb shall feed together, and the lion shall eat straw like the bullock: and dust shall be the serpent’s meat. They shall not hurt nor destroy in all my holy mountain, saith the LORD.
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Como cada posição lê Is 65.17-25
- Pré-milenismo histórico
O profeta vê junto o que se cumpre em etapas: a vida longa, com morte ainda presente (v. 20), descreve o milênio; a criação sem choro nem morte, o estado eterno (Ap 21.4). Irineu e Justino já liam Is 65 assim.
- Pré-milenismo dispensacionalista
Descrição literal do reino milenar de Israel, com pessoas em corpos mortais que entraram vivas no milênio e seus descendentes.
- Amilenismo
Linguagem poética da nova criação eterna, descrita com imagens desta vida; a morte aos cem anos expressa, em termos antigos, a plenitude de vida, não um período intermediário.
- Pós-milenismo
A bênção crescente da era do evangelho na terra, que transforma a sociedade e a longevidade antes da consumação.
Dn 7.13-14
Ler Daniel 7 completo (KJV)Um como Filho do Homem vem com as nuvens do céu ao Ancião de Dias e recebe domínio, glória e um reino que todos os povos servem e que não será destruído. Jesus aplica a visão a si mesmo (Mt 26.64).
13I saw in the night visions, and, behold, one like the Son of man came with the clouds of heaven, and came to the Ancient of days, and they brought him near before him.
14And there was given him dominion, and glory, and a kingdom, that all people, nations, and languages, should serve him: his dominion is an everlasting dominion, which shall not pass away, and his kingdom that which shall not be destroyed.
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Como cada posição lê Dn 7.13-14
- Pré-milenismo histórico
O Filho do Homem recebe o reino e o exerce visivelmente na terra quando vier com as nuvens; o milênio é a primeira fase desse reino que não terá fim.
- Pré-milenismo dispensacionalista
O reino messiânico será estabelecido na segunda vinda e exercido a partir de Jerusalém no milênio.
- Amilenismo
Cumpriu-se na ascensão e entronização de Cristo; o reino é o seu governo presente sobre todas as coisas a partir do céu.
- Pós-milenismo
O reino recebido na ascensão vai se expandir na história até que todos os povos sirvam a Cristo.
Dn 7.27
Ler Daniel 7 completo (KJV)O reino, o domínio e a grandeza dos reinos "debaixo de todo o céu" são dados ao povo dos santos do Altíssimo. A expressão situa o reino na terra.
27And the kingdom and dominion, and the greatness of the kingdom under the whole heaven, shall be given to the people of the saints of the most High, whose kingdom is an everlasting kingdom, and all dominions shall serve and obey him.
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Como cada posição lê Dn 7.27
- Pré-milenismo histórico
Os santos que passaram pela perseguição do último reino recebem o reino debaixo de todo o céu, na terra. Ap 20.4 retoma a cena: tronos, juízo dado aos santos e o reinado dos que não adoraram a besta.
- Pré-milenismo dispensacionalista
Os santos aqui são sobretudo Israel restaurado, que recebe o reino no milênio.
- Amilenismo
Os santos já reinam com Cristo (Ef 2.6; Ap 1.6) e receberão a herança plena na nova criação, sem etapa intermediária.
- Pós-milenismo
A conquista progressiva das nações pelo povo de Deus por meio do evangelho.
Testemunho das fontes
Ordenadas cronologicamente dos Pais da Igreja aos autores modernos, sempre com obra e página confirmadas.
O texto não dá margem para distinguir duas classes de cristãos.”
Os amilenistas negam que haja de fato duas ressurreições. Eles falam da ressurreição geral de todos os mortos. No entanto, o ensinamento das duas ressurreições é uma clara asserção da Escritura, e o ensinamento de uma única ressurreição ignora diversas passagens importantes da palavra.”
O debate todo sobre a questão de se haverá ou não um milênio literal ou um reino terreno depois da volta de Cristo não tem nada que ver com a distinção entre uma teologia ortodoxa e uma teologia liberal.”
O Milênio é um período de tempo literal, e é inaugurado na Segunda Vinda de Jesus.”
O prefixo “pré” significa “antes”, por isso a corrente de interpretação chamada pré-milenista ensina que Cristo voltará antes do seu reinado de mil anos na terra. Esse ponto de vista é defendido desde os primórdios da igreja.”
Assim, a corrente pré-milenista histórica crê que tanto a primeira quanto a segunda ressurreição são físicas e corpóreas.”
E foi justamente no século I que apareceu Papias de Hierápolis (70–140 d.C.), o primeiro bispo a ensinar claramente, por escrito, sobre a vinda pré-milenar de Cristo.”
Irineu defendeu a visão pré-milenista, e disse que a primeira ressurreição, dos justos, se distingue da ressurreição dos ímpios; e que os santos ressuscitados após a tribulação entrarão no reino milenar, conforme ensinaram os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos”
Na linha do tempo
Comparar todas as posiçõesJuízo final
O juízo diante do grande trono branco, em que os mortos são julgados segundo as suas obras (Ap 20.11-15).
Milênio
Os mil anos de Ap 20.1-6: Satanás preso e os santos reinando com Cristo.
Novos céus e nova terra
O estado eterno: a criação renovada, sem morte nem choro, onde Deus habita com o seu povo (Ap 21.1-5; 2Pe 3.13).
Ressurreição dos justos
Os mortos em Cristo ressuscitam com corpo glorificado na sua vinda (1Co 15.23; 1Ts 4.16; Ap 20.4-6).
Soltura de Satanás
Satanás é solto por pouco tempo, engana as nações (Gogue e Magogue) e é derrotado e lançado no lago de fogo (Ap 20.7-10).
Volta de Cristo
Cristo volta em glória, de forma pessoal e visível, para julgar e reinar (Ap 19.11-16; Mt 24.30).
Devocional, oração e aplicação
Quatro Hábitos Práticos de Esperança Ativa
Vivendo na Luz do Retorno de Cristo
Como a doutrina do Reino e da Segunda Vinda deve transformar nossa rotina prática?
1. Vigilância e Sobriedade Espiritual (1Pe 4.7): - Cultive momentos regulares de oração silenciosa e leitura das Escrituras antes de ser tragado pelas notificações e ruídos digitais. - Guarde seus olhos e sua mente da idolatria do consumismo e da conformidade com os padrões decadentes da cultura secular.
2. Consolo Ativo no Luto e no Sofrimento (1Ts 4.13-18): - Lembre seus irmãos em Cristo que a morte física foi vencida pelo Salvador. Ao visitar enfermos e enlutados, anuncie a bendita certeza da primeira ressurreição corpórea.
3. Urgência Evangelística e Amor Fraternal: - A certeza de que o dia do juízo e da redenção está próximo nos impele a compartilhar a graça do Evangelho com nossos familiares, vizinhos e colegas de trabalho. - Ame concretamente os necessitados, viúvas e órfãos, sabendo que no Reino dos céus nenhuma gota de misericórdia dada em nome de Jesus será esquecida.
4. Perseverança Inabalável na Verdade Bíblica: - Firme-se nas doutrinas apostólicas preservadas na história cristã, não se deixando levar por ventos passageiros de novidades teológicas especulativas.
A Bendita Esperança que Purifica o Coração
Meditação em e
A escatologia bíblica nunca foi entregue pelo Espírito Santo como mero exercício de curiosidade intelectual ou decifração de enigmas futuristas. Pelo contrário: nas Escrituras, a certeza do retorno do Noivo é o motor supremo da santidade, da consolação no luto e da firmeza da Igreja.
"Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de nos remir de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras." ()
Quando os Pais apostólicos dos séculos II e III — como Justino Mártir e Irineu de Lião — meditavam na volta corpórea de Cristo para estabelecer o Seu Reino milenar, essa fé não os afastava do mundo, mas os enchia de intrepidez diante das perseguições e martírios sob o Império Romano. Eles sabiam que a última palavra da história não pertence aos césares, nem à injustiça humana, mas ao Cordeiro imolado e ressurreto.
Reflexão para o seu dia: - Como a expectativa da volta de Jesus tem moldado suas decisões morais e seus afetos nesta semana? - Você tem vivido com o coração aquecido pelo anseio de vê-Lo face a face, ou absorvido pelas ansiedades passageiras desta era?
A Promessa da Grande Festa do Rei Jesus
Uma História Bíblica para Ouvir em Família
Você já esperou ansiosamente pelo dia do seu aniversário ou pela chegada de um parente muito querido que você ama demais?
Imagine que um Rei muito bondoso, forte e amoroso preparou uma viagem importante. Antes de partir, Ele olhou nos olhos dos Seus melhores amigos e disse com carinho: — "Não fiquem com medo nem tristes. Eu estou indo preparar um lugar lindo para vocês. E quando tudo estiver pronto, Eu voltarei para buscar cada um de vocês, para que fiquem sempre juntinhos de Mim!"
Esse Rei maravilhoso é Jesus!
A Bíblia nos conta que, quando Jesus voltar, Ele vai acabar com todo o choro, com todas as doenças e com a maldade. Ele vai inaugurar uma época de paz tão grande que os animais vão brincar juntos na relva, e as crianças nunca mais terão medo de nada!
Enquanto Ele não volta nas nuvens com Seus anjos brilhantes, o que nós devemos fazer? Nós cuidamos uns dos outros, dividimos nossos brinquedos, obedecemos aos nossos pais e falamos com Jesus em oração todos os dias. Porque nós somos os pequenos e corajosos amigos do Rei!
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#### 👨👩👧 Conversa com os Pais: 1. Por que não precisamos ter medo do futuro quando estamos com Jesus? 2. O que você gostaria de dizer para Jesus quando nós O vermos face a face?
Oração de Vigilância: Maranata, Vem Senhor Jesus
Guia de Oração e Intercessão
Recomendamos fazer esta oração individualmente ou em família ao término de seus momentos de estudo bíblico.
1. Adoração e Louvor ao Soberano da História Senhor Deus todo-poderoso, Criador dos céus e da terra, nós Te louvamos porque o curso da história está firme em Tuas mãos. Tu viste o início e o fim de todos os impérios; nenhum poder das trevas pode frustrar Teus eternos decretos de salvação. Tu és o Deus fiel que guarda Sua aliança de geração em geração.
2. Confissão e Clamor por Vigilância Moral Pai celestial, perdoa-nos pela frieza espiritual, pelas distrações com as atrações efêmeras desta era e pela tibieza com que tantas vezes aguardamos a Tua vinda. Concede-nos óleo abundante em nossas lâmpadas. Não permitas que o sono da indiferença tome conta de nossas almas, mas guarda nossos corações irrepreensíveis em santidade e amor fraternal.
3. Intercessão pelos Irmãos Perseguidos Lembramo-nos, ó Pai, da Tua Igreja perseguida e aflita ao redor do mundo. Fortalece os santos que enfrentam opressão, cárcere e tribulação por amor ao Teu nome. Que a promessa da ressurreição e da coroa da vida seja o escudo inabalável de suas almas.
4. O Clamor Escatológico O Espírito e a Noiva dizem: Vem! E quem ouve, diga: Vem! Maranata, vem, Senhor Jesus! Amém.